Vereador pede investigação contra Nedson
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A suposta sonegação de pedidos de informação formulados ao Executivo pelo vereador Roberto Fu (PDT) rendeu ontem um pedido de abertura de processo de investigação por suposta improbidade administrativa, na Câmara, contra o prefeito Nedson Micheleti (PT). A iniciativa foi protocolada à Mesa pelo próprio Fu, que se vale de um pedido de informações feito em 2007, respondido negativamente em agosto daquele ano, sobre contratação de empresa que realizasse a retirada de tocos de árvores plantadas pelo Município. Na representação, Fu alega ter recebido cópias de um contrato firmado em 2003 pela realização do serviço - o que foi reforçado por ele com declarações de áudio, de sessão de 24 de abril passado, do líder do Executivo na Câmara, Gláudio Lima. Na ocasião, o petista admitiu ter assinado o contrato, em 2003, como secretário municipal de Gestão Pública.
Outro pedido citado por Fu é o de fevereiro de 2008, que buscando informações sobre estudo ou levantamento feito pelo Município em áreas interditadas ou consideradas impróprias para construção no Jardim Neman Sayhun (Zona Sul). Apesar de não haver nada concluído a respeito, a ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE) obteve mês passado cautelar ao pedido de busca e apreensão de documentos na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). Para Fu, ''essas seriam as provas de que o Executivo mentiu: estava escondendo documentos''.
Indagado se o pedido contra Nedson cria algum tipo de instabilidade contra o prefeito, no Legislativo, Gláudio reagiu com uma gargalhada: ''Claro que não. Mais investigado do que esse governo já foi, nenhum outro governo na história já foi''.
A assessoria de imprensa de Nedson negou suposta sonegação de informações. Conforme o Núcleo de Comunicação, o pedido do vereador teria se referido a eventuais licitações no corrente mandato - a licitação de 2003 aludida em plenário, informou o órgão, foi iniciada em maio de 2003 e concluída em agosto de 2004, sem prorrogação.
Já a respeito do caso Neman Sayhun, informou a assessoria, ''não se trata de levantamento técnico, tampouco um estudo geológico - é simplesmente um cadastro de famílias do bairro. O vereador está mal informado''.


