Vereador passa mal e Câmara veta acesso ao prédio
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terça-feira, 06 de outubro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Um mal súbito ontem à tarde na Câmara de Vereadores de Londrina gerou um mal estar que, há semanas, vem correndo por fora nos bastidores da atual Legislatura: a relação imprensa/parlamentares, a qual, para alguns nomes do plenário, tem por base o desgaste da imagem do Legislativo. O assunto já tinha vindo à tona em alguns pronunciamentos, semana passada, sugerindo a fiscalização da forma como algumas matérias são veiculadas, e ontem atingiu o ápice depois que, por volta das 15 horas, o vereador Paulo Arildo (PSDB) passou mal e a sessão teve de ser suspensa: foi pedido o esvaziamento do plenário para que ele fosse atendido, não sem antes alguns vereadores se irritarem com imagens que uma equipe de TV captou do atendimento a Arildo pelos colegas. Em entrevista à FOLHA, a presidente da Comissão de Ética, Sandra Graça (PP), admitiu: um pacote de medidas de controle interno está em curso (leia nesta página).
Entre gritos de Aqui tem quem manda! e pedidos para que equipes de reportagem saíssem do local, algumas pessoas ficaram do lado de fora, sem acesso ao prédio, enquanto a ambulância retirava Arildo rumo ao Hospital Mater Dei. A própria retirada do vereador, por sinal, chamou atenção em função do forte aparato montado: posicionada na entrada do prédio, sem chance de acesso e cercada por seguranças, a saída teve cenas de assessores e outros funcionários com tapumes e biombos impedindo a visualização da parte interna do Legislativo. A equipe da FOLHA, juntamente com repórteres de TV e de uma rádio, também foi impedida de entrar só teve acesso, após um bom tempo da saída da ambulância, após intervenção da assessoria da Casa.
Após o episódio, os vereadores se retiraram em reunião fechada e voltaram ao plenário sem falar sobre o episódio a informação era a de que uma nota oficial seria encaminhada às redações. No fim do dia, a posição foi revista: por meio da assessoria, a Presidência informou apenas que foi pedido esvaziamento do plenário a fim de que Arildo fosse atendido e colocado na ambulância; a obstrução de acesso ao prédio teria sido um mal entendido dos guardas gerado, a princípio, por um problema específico com uma emissora de TV.
Segundo a assessoria da Irmandade Santa Casa (Iscal), mantenedora do Mater Dei, Arildo dias atrás acusado de improbidade pelo Ministério Público, afastado do cargo pela Justiça e reconduzido ao posto pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) teve diagnosticada uma forte crise de ansiedade. Medicado, ele teve alta ontem por volta das 17h30 e já estava em casa, em repouso. Segundo vereadores e assessores, o tucano já teria chegado à sessão reclamando de mal estar.


