O tucano Salvador Francisco (PSDB) não acredita em discriminação, pelo Executivo, dos projetos e reivindicações dos vereadores que votaram contra a privatização da Sercomtel S/A Telecomunicações. ‘‘Tenho certeza que o Executivo é inteligente, sabe respeitar diferenças e não faria retaliações’’, alegou.
Para o vereador, nenhum dos cinco que votaram contra a privatização era desfavorável ao processo de venda da Sercomtel. ‘‘Manifestamos contrariedade com a forma de encaminhamento da discussão’’, alegou. O projeto chegou à Câmara em regime de urgência na segunda-feira passada. Os vereadores de oposição também estranharam o fato de a prefeitura e a presidência da Sercomtel não terem anexado, ao projeto, o relatório com as conclusões da consultoria encomendada pela Sercomtel para avaliar seu patrimônio, potencialidades e rumos.
A consultoria só será concluída em maio, quando a Sercomtel pretende já ter iniciado a venda da empresa. O fato de o projeto ter entrado às pressas na pauta, sem tempo para discussão e detalhamento, foi muito criticado. A superintendência da Sercomtel alegou que a medida de urgência se justificou porque ‘‘o ministério das Telecomunicações está acelerando o processo de privatização do sistema Telebrás, o que deverá ocorrer até junho’’. ‘‘Se a Sercomtel não for privatizada antes, corre o risco de ter suas ações desvalorizadas, pois ficaria nas mãos de um único comprador’’, justificou o superintendente da Sercomtel, Rubens Pavan.

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