Vereador mantém aumento na pauta em Campo Mourão
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quinta-feira, 16 de julho de 1998
Sid Sauer 
O relator da Comissão Representativa da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, Júlio Vieira dos Santos (PDT), barrou ontem um projeto substitutivo que tentava evitar que uma proposta de aumento salarial para os vereadores, para o prefeito e para o vice-prefeito do município seja votado na segunda-feira. Vieira recusou o novo projeto, apresentado às pressas pelo presidente da Câmara, Edson Battilani (PSDB), e deu parecer favorável ao reajuste.
O projeto com parecer favorável prevê um aumento de 58,29% para os vereadores e de 73,16% para o prefeito. Para o vice-prefeito, que hoje tem apenas um salário simbólico de R$ 138,00, a proposta prevê um aumento de 1.733%, elevando o ordenado para R$ 2.529,52. A idéia foi apresentada pelos vereadores Edevaldo Louzano (PTB), João Alves (PMDB), Janir Luiz Barbosa (PFL) e Júlio Vieira dos Santos (PDT) e vem gerando polêmica na cidade.
Louzano, um dos principais incentivadores do reajuste, garante que o projeto já tem os oito votos necessários para a aprovação. Ele critica quem está contra a proposta e diz que quem está prometendo devolver o reajuste está sendo demagogo. Até ontem, 6 dos 15 vereadores assumiram publicamente que são contra o reajuste.
Louzano diz que vai propor aos vereadores contra o aumento que, antes da votação, assinem um documento se comprometendo a devolver a parte do reajuste para a Câmara. Atualmente, um vereador em Campo Mourão ganha R$ 1.598,12/mês.


