Pouco antes de ganhar espaço para disursar no Plenário do Legislativo, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina, Marcelo Urbaneja, explicou que a atitude esperava o respaldo dos vereadores para facilitar o diálogo com o Executivo. ''Queremos a Câmara do nosso lado, já que as portas do lado de lá (Prefeitura) estão fechadas para nós'', ironizou.
Na sequência ao pedido de apoio, o presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), criticou o fato de o Executivo não ter convidado ninguém da Câmara a compor a comissão de negociação junto aos servidores. Fazem parte do grupo funcionários das secretarias de Gestão Pública, Educação e Saúde, além de um advogado da Procuradoria do Município.
''Creio que o Jacks (Dias, da Gestão Pública) está chegando e assimilando ainda o cargo, mas achei estranho não terem nos chamado para a função'', reclamou Bonilha, para minimizar em seguida: ''Me coloquei à disposição para ser um dos elos entre a Prefeitura e os servidores, dentro ou fora dessa comissão''.
Na opinião do tucano Tercílio Turini (PSDB), a intermediação nas conversações até pode ser feita pelos vereadores, desde que eles não participem da comissão formada para isso. ''Até para não ferir a independência entre os poderes'', ressaltou. Líder do prefeito na Casa, o vereador Gláudio Lima considerou que a manifestação deve acirrar o diálogo, mas admitiu que a falta de propostas tem gerado o confronto. ''Não tem ninguém construindo pontes entre o Sindserv e a Prefeitura, mas vou levar o resultado disso a ele (Nedson)'', garantiu.
Jacks Dias disse que a opinião de Bonilha é ''justa'' e que, tão logo seja possível, vai conversar com o Legislativo para solicitar algum tipo de auxílio. (J.G.)

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