Vereador é sepultado em Jardim Alegre
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Maurício BorgesDe Apucarana 
O corpo do vereador José Antônio Dutra (PSDB), de 61 anos, executado com nove tiros na segunda-feira, foi sepultado ontem em Jardim Alegre (120 km ao sul de Apucarana). O clima era de intranquilidade entre os 13,5 mil moradores do município.
O prefeito Osmir Braga (PSDB) reiterou que a população exige mais segurança, além da eludicação imediata do crime. O atentado sofrido pelo vereador em janeiro, quando ele levou sete tiros, e esta nova investida de pistoleiros deixaram a comunidade apreensiva e insegura.
Ontem, o prefeito aguardava a chegada de um reforço de policiamento, como prometeu o secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares. Braga também reivindicou a presença de um grupo especial da Polícia Civil para investigar o homicídio.
O presidente da Câmara, Claudemir Lange (PDT), também lamentou ontem o crime e clamou por mais segurança na cidade. O clima está tenso desdo o primeiro atentado. Agora é preciso apaziguar essa situação de forma urgente, afirmou.
O corpo do vereador, que era conhecido como Cabeção, que seria velado na prefeitura, foi sepultado às 16 horas, no Cemitério Municipal. Uma das filhas da vítima, Maria Aparecida da Silva, de 18 anos, disse que a família espera que a paz volte à cidade, mas faz questão que o crime seja esclarecido e que seja feita justiça. Cabeção deixou 14 filhos, sendo que estava morando com um deles, Valdecir Antônio Dutra.
Um dos acusados pelo assassinato, Carlos Antônio Pedro da Silva, o Tonhão Gaúcho, continuava preso em Ivaiporã. Ele foi autuado em flagrante no dia do crime, pelo delegado de Ivaiporã, Gabriel Junqueira Filho, após o depoimento de uma testemunha que procurou a polícia. Tonhão Gaúcho foi visto conversando, horas antes do crime, com dois ocupantes de uma Parati verde metálica. Os assassinos estavam em um veículo com esta descrição, quando abordaram e mataram o vereador.
Tonhão Gaúcho é irmão de Claudinei Pedro da Silva, preso em janeiro, depois do atentado contra Cabeção. Ele confessou ter sido um dos autores dos disparos, mas negou motivação política. O acusado afirmou ainda que o vereador Benedito de Jesus Batistet (PDT) não foi o mandante do crime, como acusava a vítima.


