O vereador Henrique Barros (PMDB) foi preso em flagrante no início da tarde de ontem, no Centro de Londrina, suspeito de praticar crime de concussão, ou seja, uso do cargo público para obtenção de favorecimento ilícito. A prisão é resultado de uma investigação que vinha sendo feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. De acordo com os promotores, R$ 9,9 mil em espécie foram localizados com o vereador, na ocasião.
Henrique foi encaminhado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), onde prestou depoimento ao longo de toda a tarde, assim como outras pessoas arroladas no inquérito. Como as investigações correm sob sigilo, poucos detalhes foram fornecidos pelo Ministério Público (MP). De acordo com o promotor Cláudio Esteves, que ontem à noite lavrava o auto de prisão em flagrante - pouco antes de encaminhar o preso ao Centro de Detenção Provisória (CDR) -, Henrique fora flagrado em uma via pública. ''Além de eventual favorecimento por meio de processos legislativos, outros crimes também estão em investigação, e de outras situações'', disse o promotor, que não descartou, por exemplo, corrupção nem frmação de quadrilha. Os nomes dos demais depoentes, bem como da vítima, não foram divulgados.
O vereador, que alegou estar de posse de '''menos de R$ 2 mil'', disse ter sido alvo de uma armação política. ''Armaram algo para mim; me declaro inocente e vou provar isso, custe o que custar'', resumiu.

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