Curitiba - O vereador Vanderlei Roberto Silva (PSDB), de Palmas (95 km a leste de Pato Branco), foi preso na manhã de ontem acusado de estupro contra uma adolescente de 14 anos. Silva, que também é conhecido como ''Cabrito'', teria atraído a jovem para um motel da cidade com a ajuda de Iotânia Ferraz de Campos e, mediante ameaças, a estuprado. Iotânia também foi presa ontem por uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná.
O pedido de prisão preventiva contra ambos foi emitido no último dia 25 de junho. ''Pedimos a prisão dos dois para evitar que o processo de instrução do julgamento seja prejudicado uma vez que se trata de pessoa com influência e poder na cidade'', explica a promotora Danielle Garcez da Silva, responsável pela denúncia do vereador à Justiça.
Segundo a promotora, Iotânia era uma pessoa de confiança da família da vítima e teria prometido à jovem um emprego. Com a desculpa de levá-la para uma entrevista, Iotânia teria colocado a adolescente no carro do vereador e a levado para um motel da região em uma tarde de outubro do ano passado. ''Pediram para ela se abaixar dentro do carro de forma que ela não viu para onde estava indo'', conta Danielle.
Dentro do motel, Iotânia teria trancado a vítima dentro de um quarto com o vereador. ''Enquanto a menina gritava e chorava, ela ficou no carro, no lado de fora, com o som alto para não ouvir os apelos da menina'', relata. Somente três meses depois do suposto crime a adolescente teria contado a uma prima o que aconteceu. ''Foi essa prima que alertou os pais, que pediram à polícia que investigasse o caso'', diz.
Um exame médico comprovou que a menina, que alega que era virgem antes do crime, teve o hímem rompido. ''Como ela demorou para reportar o estupro não houve como fazer a coleta de esperma ou verificar outros indícios de violência'', explica a promotora.
Defesa
Segundo o advogado Joair Ribas de Mello, que representa Silva, o vereador nega ter participado do crime. ''Se o fato aconteceu em outubro mas só foi noticiado agora é de se perguntar como essa vítima ficou tanto tempo em silêncio'', questiona.
Mello afirma que o único vínculo do parlamentar com os pais da vítima é o trabalho que eles realizaram para ele na campanha eleitoral de 2008. ''Vou solicitar a revogação da prisão uma vez que meu cliente não representa risco para a sociedade'', adianta.
Já o advogado de Iotânia, Antônio Rampazzo, informou que sua cliente também alega inocência. ''Ela sabia que a menina tinha interesse pelo vereador, mas em nenhum momento comunicou isso a ele'', diz. ''Vou pedir a libertação da minha cliente porque ela não teve qualquer participação nisso'', disse.

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