A prefeita de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), Teresinha Sanches (PMDB), assinou no último dia 30, a portaria que anula o contrato do servidor público e vereador Maurílio Martielho (PFL).
Conforme a portaria, Martielho teria sido contratado irregularmente em 1990, após um concurso público para o cargo de escriturário. O concurso exigia 2º grau completo o que equivale hoje ao ensino médio e a Comissão de Sindicância instaurada apurou que o vereador cursou somente até a 1 série do curso técnico de contabilidade. ''Considerando que referido fato demonstra que o servidor mencionado não atendeu às exigências do edital do concurso, o qual exigia como pressuposto para o ingresso no cargo de escriturário, opção de servidor nominado, experiência de 2 anos e segundo grau completo, indicando a ocorrência de fraude no referido concurso público'', diz a portaria.
Segundo a prefeita, a irregularidade foi constatada em uma atualização de rotina no cadastro dos servidores. ''Fomos passar a vida do funcionalismo em dia e veificamos que ele (Martielho) não tinha pré-requisitos para ser contratado, então ele foi demitido. O ato que o nomeou é nulo visto que não é habilitado'', justificou Teresinha. ''Como isso é um ato de má fé, a gente vai tomar medidas políticas com relação ao cargo de vereador'', complementou, dizendo que poderá pedir, na próxima semana, a cassação do mandato de Martielho na Câmara. O vereador foi procurado pela reportagem, mas não retornou as ligações.
No início de setembro, foi encaminhado ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas do Estado (TC), o relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que apurou irregularidades no processo licitatório e na execução das obras de um posto de saúde en Jataizinho. O relator da CEI foi o vereador Martielho. Na ocasião, a prefeita se defendeu alegando que o valor do empenho se referia à construção de uma base de concreto, de dois metros de profundidade, para sustentação do antigo muro.
Em agosto, Teresinha conseguiu uma liminar que interrompeu os trabalhos de uma Comissão Processante (CP), que investigava suposto mau uso de equipamentos da Secretaria Municipal de Obras.

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