Vereador é baleado em Foz do Iguaçu
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terça-feira, 24 de julho de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O vereador Ademar Alceu Hajak (PTB), de 49 anos, de Foz do Iguaçu, foi ferido ontem com três tiros em plena luz do dia enquanto dirigia seu veículo em uma das ruas mais movimentadas do centro da cidade. O atirador fugiu do local a pé. O vereador foi socorrido, submetido a uma cirurgia e está fora de perigo.
O crime aconteceu por volta das 8h30. Hajak saiu de casa e trafegava pela Rua Engenheiro Rebouças, quando foi abordado por um pedestre. Testemunhas disseram que um desconhecido sacou uma arma e disparou várias vezes em direção ao carro do vereador (um Golf vermelho, placa AAH-8009, de Foz do Iguaçu).
Mesmo ferido com três tiros, Hajak conseguiu dirigir até sua casa, onde familiares chamaram uma ambulância. Um policial militar, que fazia a ronda na região com uma motoneta, ouviu os disparos e presenciou a fuga do desconhecido. Mas ele não conseguiu alcançar o suspeito. Enquanto corria, o atirador jogou na rua uma blusa e o revólver calibre 32 usado no crime.
A arma, cinco cápsulas vazias e uma intacta foram recolhidas pelo PM e levadas à 6ª Subdivisão Policial (SDP) de Foz do Iguaçu. Durante a tarde de ontem, peritos do Instituto de Criminalística fizeram a vistoria no carro do vereador e encontraram apenas dois projéteis.
Hajak foi levado ao Hospital Costa Cavalcanti com perfurações no ombro, braço e na mão direita. Ele passou por uma cirurgia de reconstituição dos dedos e, segundo o médico Luiz Henrique Zaions, já está fora de perigo.
O delegado-chefe da 6ª SDP, Luiz Gilmar da Silva, ouviu o vereador ainda ontem, juntamente com o delegado Alexandre Marcorim de Lima, que ficou responsável pelo caso. Eles não quiseram falar sobre o caso, mas várias hipóteses foram levantadas, entre elas a de um homem que queria trabalhar como assessor na Câmara, mas teria sido recusado pela vítima. O quarto do hospital ocupado por Hajak está sendo vigiado por um investigador da Polícia Civil.
O presidente da Câmara de Vereadores, Dilto Vitorassi (PT), lamentou o fato e criticou o excesso de violência à qual os moradores estão expostos. Ele deve falar sobre o assunto hoje, durante sessão extraordinária do Legislativo. Vitorassi disse que Hajak tem bom relacionamento na Câmara e, por isso, disse que provavelmente o crime estaria ligado a assuntos particulares.
Hajak é médico e auditor do Ministério do Trabalho. Já no quarto mandato como vereador, o petebista foi reeleito nas últimas eleições com 1.360 votos, ficando entre os dez mais votados.


