O vereador Vânio da Silva (PMDB) vai ficar impedido de assumir a sua vaga na Câmara Foz do Iguaçu durante 90 dias por quebra de decoro parlamenter e ainda está arricasdo a perder o mandato. Na primeira sessão do Legislativo antontem à noite, foi aberta uma Comissão Processante para apurar as denúncias de que ele teria colocado uma nota de R$ 1,00 na urna de votação para escolha da presidência da Câmara.
Por 13 votos a favor, 5 contra e uma abstenção, Silva foi suspenso e fica sem direito ao salário de R$ 7.200 durante três meses. A Comissão vai apurar se ele colocou ou não a nota de R$ 1,00 dentro da urna junto com o seu voto. Caso ficar comprovado, o autor do requerimento que suspendeu Silva, o próprio presidente, Hermes Vetorello (PDT), pede a cassação do seu mandato.
Vetorello obteve informações de que Silva teria assumido a autoria a alguns colegas de Câmara. ‘‘É o preço que eles valem’’, teria dito o vereador, segundo o presidente, ao se referir a existência de uma pré-negociação na escolha da presidência da Câmara.
Segundo Silva, vários vereadores trocaram cargos na Prefeitura pelo apoio a chapa liderada por Vetorello. O presidente do PMDB, Altair Ferrais da Silva, ainda tentou impugnar a escolha de Vetorello na Justiça. Porém, o juiz Paulo Damas negou o pedido. O presidente foi apoiado pelo prefeito Harry Daijó (PPB).
Silva, que entrou ontem com liminar pedindo sua reintegração, classificou a sua suspensão como perseguição política. Na Câmara, a ala ligada ao ex-prefeito Dobrandino da Silva, tio do vereador suspenso, considerou a atitude como revanchismo articulado pelo chefe de Gabinete de Daijó, Adilson Rabelo (PPB), que também recebeu a mesma pena em 95, quando era vereador. Na época, tudo foi orquestrado pelo ex-prefeito.

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