O promotor de Cascavel, Carlos Alberto Choinski, ofereceu ontem denúncia à Justiça Eleitoral contra o vereador Rui Capelão Cardoso (PTB) pelo crime de compra de votos durante a campanha do ano passado.
O vereador foi acusado por um cabo eleitoral – cujo nome não foi divulgado – que apresentou um documento assinado por ambos. No documento, Capelão prometia um cargo público ao cabo eleitoral caso fosse eleito.
Choinski disse que além desse cabo eleitoral, outras pessoas o procuraram para dizer que o vereador tinha dado R$ 50 em troca de voto. O promotor não revelou o número de reclamações.
O promotor explicou que o ideal seria a Câmara de Vereadores propor a cassação do mandato do vereador – por causa da suposta tentativa de corrupção eleitoral. ‘‘Todos os documentos serão enviados ao presidente do Legislativo para que ele possa tomar todas as providências necessárias’’, ressaltou.
O vereador Rui Capelão negou as acusações e se defendeu dizendo que é uma ‘‘pessoa humilde’’, e que não possui dinheiro para comprar votos de eleitores. Ele disse ainda que o cabo eleitoral que apresentou a denúncia no Ministério Público possui vários bens no município e só trabalhou na eleição objetivando depois tentar prejudicá-lo. ‘‘Ele está tentando extorquir dinheiro, mas jamais aceitarei algo que promova a corrupção’’, rebateu o acusado.
De acordo com a Lei Eleitoral, a compra de voto através de oferecimento de dinheiro, bens materiais ou promessa de emprego é crime passível de cassação de mandato. Choinski, porém, acredita será difícil cassar o vereador por meio de processo na Justiça. Ele explicou que o prazo para contestar a diplomação já se esgotou. ‘‘A diplomação pode ser contestada num prazo de 15 dias, mas quando recebi a denúncia (esse prazo) já havia se esgotado’’, observou o promotor.

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