O vereador e sindicalista Carlos Gato (PV), que ficou conhecido no Brasil por ter denunciado, há cerca de dois anos, a utilização de mão-de-obra infantil nas plantações de laranja de Sergipe, foi assassinado com 10 tiros de revólver, anteontem à noite, na cidade de Pedrinhas, na região centro-sul de Sergipe. O crime, segundo o advogado João Fontes, membro do PT de Sergipe, tem conotação política.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Citricultura de Sergipe, Carlos Gato foi eleito vereador no ano passado, pelo município de Boquim, vizinho de Pedrinhas. Ele era o primeiro secretário da Câmara Municipal de Boquim e presidente da Associação dos Vereadores da Região Centro-Sul de Sergipe, além de secretário-geral da Associação Nacional dos Vereadores.
O crime, segundo testemunhas, ocorreu em frente ao ''Bar Gazeta'', principal ponto de encontro da cidade de Pedrinhas. O vereador estava no bar, tomando uma cerveja. Um garoto o teria atraído para fora do estabelecimento, dizendo que algumas pessoas queriam falar com ele.
Na rua, o sindicalista foi atingido pelos disparos de dois pistoleiros, que após o crime fugiram num carro dirigido por um terceiro.
O corpo do sindicalista foi autopsiado em Aracaju e sepultado ontem, em Boquim. A polícia, até ontem à tarde, ainda não tinha pistas dos assassinos nem dos prováveis mandantes do crime.
Carlos Gato, nos últimos anos, além das denúncias sobre a utilização de mão-de-obra infantil nas plantações de laranja do centro-sul sergipano, vinha fazendo acusações contra vários políticos da região.

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