Vereador diz que se arrepende de quebra-quebra em Câmara
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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O vereador de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) Pedro Proença (PT), disse ontem que está arrependido de ter invadido a Câmara e quebrado tudo o que encontrou pela frente. O fato ocorreu no dia 5 de janeiro. ''Eu confesso que me excedi, é que fiquei indignado, mas nada justifica o que eu fiz'', afirmou ele. Proença explicou que chegou à Câmara, à tarde, e não conseguiu entrar no local. ''Tentei ligar, mas ninguém me atendeu. Fiquei indignado com o tratamento''. Proença derrubou o portão da Casa, quebrou os móveis da recepção e do seu gabinete.
A comissão de sindicância da Câmara, aberta três dias após o episódio, concluiu na última segunda-feira que houve crime contra o patrimônio público e falta de decoro parlamentar. No âmbito jurídico, crime contra o patrimônio público pode gerar uma pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa. Já na esfera política, falta de decoro parlamentar pode gerar até a cassação do mandato.
Mas, conforme explicou o diretor-geral da Câmara, Pedro Aparício, a comissão de sindicância não apresentou denúncia. ''A comissão deu seu parecer sobre o caso. Agora cabe a um vereador ou qualquer cidadão pedir a punição'', explicou. Proença disse estar apreensivo com a possibilidade de receber algum tipo de punição. ''A gente vai construindo um mandato ao longo do tempo. Eu errei, mas espero que eles vejam meu lado também'', justificou o vereador.
Aparício, que estava dentro da Câmara quando houve a ''quebradeira'', disse que o vereador não percebeu que o portão principal estava sem cadeado, ''apenas encostado'', e que também não viu que uma das portas que dava acesso aos gabinetes passava por ''reparos'', e por isso se encontrava excepcionalmente aberta. ''Ele disse que até jogou pedra na minha janela, mas nós não escutamos nada. Até a hora em que ele entrou quebrando tudo'', conta. O diretor destaca ainda que a Câmara estava de recesso parlamentar e que, por isso, permanecia aberta somente no período da manhã. À tarde, funcionários cumpriam apenas expediente interno.


