Sem demonstrar muito arrependimento, mas admitindo que errou ao deixar de participar da sessão da Câmara de Vereadores, sob a sustentação de afastamento médico, no dia em que participou da segunda rodada do torneio de sinuca Bilhar Show, o vereador Gaúcho Tamarrado (PDT) afirma que só percebeu o erro ao ver a repercussão de seus atos.
O parlamentar conversou com a imprensa na tarde de ontem, após reunião com a Mesa Executiva e membros da Comissão de Ética. Disse que não imaginava todo o barulho que acabou provocando, mas tentou minimizar ao jogar para seus pares a análise do caso. "Se errei, já conversei com a Mesa e a Comissão de Ética e vamos ver o que eles vão dizer. Fui jogar porque sempre joguei, desde menino, estava disputando o show de Bilhar e, para não perder no WO (derrota por desistência), fui jogar", justificou.
Ao admitir que errou, Tamarrado também disse que não havia pensado nisso antes da segunda participação no torneio. "Não é que eu achava que não acontecia um erro (no dia do ocorrido). Eu achei que errei agora porque está dando essa repercussão. O atestado já estava na Casa", afirmou, referindo-se ao documento que garantia o afastamento por dez dias. Porém, ele justificou que sentiu melhora na terça-feira, por volta das 17 horas, quando a sessão já acabava.
Mesmo com todo o barulho, o vereador não vai deixar de disputar. "Agora é que vou continuar. Vou jogar para ser campeão. Terça que vem, na hora que tiver, até dez da noite, estarei junto", diz.

Zelo

O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), diz que não pretende endurecer as regras do Regimento Interno relativas à disciplina e que não há como saber o que cada um faz. Porém, diz que é responsabilidade do parlamentar zelar por seu mandato. "(O vereador) Recebeu um número de votos que garante sua presença nesta Casa. Portanto, cabe a ele zelar e cuidar do seu mandato, do decoro parlamentar e da boa imagem do Legislativo." (L.F.W.)

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