Curitiba - O vereador de Curitiba Valdenir Dias (PMDB) negou a acusação e explicou que a ficha entregue para os presidentes de associações de moradores filiados à Femoclam é para que eles façam uma lista de pessoas que querem ir a jantares do PMDB. Segundo ele, a ficha não é de filiação partidária. ''Como não podemos fazer mais brindes de campanha, vamos fazer jantares. E os presidentes das associações estão fazendo a lista de quem vai. A ficha é porque não é interessante para nós que a mesma pessoa vá em mais de um jantar. Então queremos ter controle'', afirmou.
Dias mostrou a ficha que teria sido entregue aos presidentes de associações e de fato nela não há nada que mencione filiação partidária. Entretanto, além do nome, endereço e telefone da pessoa, pede o número de todos os documentos pessoais, como carteira de identidade, CPF, número do título de eleitor, zona e seção eleitoral. ''Queremos fazer três jantares, em seis locais diferentes por semana. Seriam 180 mil pessoas então convidadas'', explicou o vereador. ''E trabalhar na campanha é outra história'', completou.
A Folha teve acesso à ficha que o denunciante afirma ter recebido do PMDB. Ela é claramente de filiação partidária e muito diferente da que o vereador Valdenir Dias (PMDB) assegura que foi repassada. Esta ficha possui a logomarca do PMDB e tem escrito em letras grandes ''quero ser PMDB de carteirinha. Ficha de filiação partidária.'' (A.B.)

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