Vereador diz que era empréstimo
O presidente da Câmara de Vereadores de Goioerê, Evaldo Kovalski (PFL), disse ontem à Folha, por telefone, que vai pedir à polícia que abra um inquérito policial contra o diretório do PT. O pedido será assinado em conjunto entre Kovalski e os outros dois vereadores acusados - José Lopes Rodrigues (PTB) e José Silvério da Rosa (PTB) -, além do atual secretário de administração da prefeitura, Sílvio Roberto Dalla Rosa.
Não devemos isso, diz Kovalski. Eles terão que provar na Justiça tudo que estão falando. O presidente da Câmara não nega que tenha pego um cheque de R$ 2,8 mil de Dalla Vecchia, mas afirma que se tratava apenas de um empréstimo. Foi uma transação normal e que não quer dizer nada, frisa. Kovalski diz que os três vereadores tiveram que emprestar o dinheiro porque estavam com nove meses de salários atrasados na Câmara.
Não vejo onde é que está o crime, ressalta o presidente. Segundo Kovalski, tanto ele quanto Rodrigues e Rosa já pagaram o empréstimo. A oposição quer fazer rebu num copa dágua. O presidente diz ainda que a CEI não foi aprovada porque o objetivo da oposição era apenas bagunçar. Kovalski também anunciou que vai pedir à Justiça que exija do vice-prefeito, padre Pedro Speri, que apresente as provas que ele diz ter contra os vereadores.
Dalla Vecchia confirma a versão de Kovalski, dizendo que apenas emprestou o dinheiro dele para os três vereadores. A história, no entanto, não convence o vereador José Torres (PT). Como um servidor com salários atrasados tem dinheiro para emprestar para os outros?, questiona. O vereador petista afirma ainda que se tudo não passou de um empréstimo não haveria por que recusar, na época, a abertura de uma CEI para apurar o caso. (S.S.)





