O vereador de Nossa Senhora das Graças (85 km ao Norte de Maringá), Magmaon Souza da Paz (PDT), afirma que houve irregularidade na votação realizada no dia 31 de dezembro de 2000 para a presidência da Câmara. O eleito foi o vereador reeleito Pedro Gonçalves França (PMDB). Depois houve uma segunda votação, no dia 1º de janeiro, em que Paz foi escolhido presidente. Com a confusão estabelecida, desde o início do ano o município vive a inusitada situação de ter dois presidentes na Câmara, formada por nove vereadores.
Segundo Paz, que procurou a Folha ontem, uma das irregularidades é a falta da ata. ‘‘A eleição não poderia acontecer no dia 31 porque havia quatro novos vereadores que só seriam empossados no dia 1º de janeiro’’, argumentou. Ao ser questionado por que também participou da votação no dia 31, Paz disse que um dia antes tinha recebido um telefonema anônimo alertando-o de que se ganhasse a eleição para presidente os vereadores de oposição iriam cancelar a votação. ‘‘Fui lá para ver o que ia acontecer porque me senti desafiado’’.
Para tentar cancelar o resultado da eleição, Paz ingressou na Justiça. Independente do resultado judicial, ele disse que irá pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades praticadas na gestão passada. Porém, não deu muitos detalhes sobre o assunto. França insiste que ele é o presidente legítimo da Câmara e que, inclusive, possui a chave do prédio.

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