Vereador diz que é vítima de perseguição
Carmem Murara
De Curitiba
O vereador curitibano Aparecido Custódio da Silva (PFL), denunciado pelo Ministério Público por apropriação indébita do salário de seus funcionários, disse ontem que está sendo vítima de perseguição política. Custódio alegou que adversários políticos tramam contra ele e por isso fazem falsas acusações. O vereador foi investigado durante um ano pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que anteontem pediu à Justiça o sequestro de seus bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador. Os promotores alegam que Custódio cometeu crime de peculato.
Os juízes que receberam as denúncias do Ministério Público podem decidir ainda hoje se aceitam ou não a abertura de processo. Os promotores do caso, Mário Schirmer e Rodrigo Chemim Guimarães, pediram para que a decisão seja dada em liminar.
O vereador Custódio se irritou ontem com a atitude da Promotoria. Eu pedi três vezes uma cópia do processo que estava na Promotoria, mas eles disseram que o processo corria em segredo de Justiça. Ontem, eles falaram sobre o assunto, reclamou. O vereador disse ainda que a origem da perseguição contra ele está em alguns membros do PMDB.
Entre os ex-funcionários do vereador que o acusam de se apropriar de parte dos salários está Wilmar de Melo, que afirma ter sido obrigado a devolver ao vereador até 85% do salário mensal. Esse Wilmar é candidato a vereador neste ano, denunciou Custódio. Ex-metalúrgico, o vereador disse que se tivesse se apropriado do salário dos funcionários não continuaria morando numa casa do BNH.





