Vereador desmente irregularidades em documentação
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quinta-feira, 08 de novembro de 2001
Benedito Teles<br>De Santo Antônio da Platina 
O vereador Edimar Gomes Filho (PTB) negou ontem a existência de falhas na prestação de contas junto à Câmara Municipal de Cornélio Procópio sobre viagens realizadas a Curitiba no primeiro semestre. De acordo com auditoria, as notas fiscais relacionadas pelo vereador apresentavam indícios de irregularidades na numeração e no endereço da empresa responsável. As notas, emitidas em Curitiba em junho, pela Petiscaria Champagne Ltda., registram o endereço da empresa na Rua Visconde de Nácar, 256, loja 05. Mas, de acordo com os vereadores de oposição, o endereço não existe.
Além de Gomes Filho, os vereadores Vanildo Felipe Sotero (PSC) e Edson Ducci Ferreira (PSDB) têm até hoje para apresentar justificativas à mesa da Câmara sobre indícios de irregularidades na prestação de contas de cinco viagens, feitas no primeiro semestre de 2001 a Curitiba. Sotero afirmou, no início da semana à Folha, que está tranquilo e que vai apresentar a justificativa no prazo.
O promotor de Cornélio Procópio, Manuel Estevam da Conceição Romualdo, ofereceu denúncia criminal contra Gomes Filho, acusado de ter infringido a Lei de Imprensa. Isso porque o vereador afirmou, em agosto, durante uma entrevista a uma rádio local, que almoçou com a promotora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público, Margareth Mary Pansolin Ferreira, para justificar as viagens à Capital.
No início de outubro, a promotora encaminhou à Justiça uma representação contra Gomes Filho, negando que tenha almoçado com o vereador. Ela alegou, por meio da representação, que o propósito do vereador foi de se eximir da responsabilidade pelas ilegalidades em gastos com despesas de viagem.


