Corumbataí do Sul - Depois de ficar 22 dias preso em Barbosa Ferraz, o vereador José Estevam do Amaral (PMDB), de Corumbataí do Sul, foi solto esta semana. Dificilmente, porém, ele deverá reassumir já sua cadeira no Legislativo. Na próxima sessão, dia 3 de junho, a Câmara vai votar um pedido de afastamento temporário de Amaral.
O pedido foi definido durante reunião realizada anteontem à noite, quando a mesa diretora da Câmara aprovou por 4 votos a 1 a instauração de um processo para a cassação do mandato de Amaral. A Comissão de Organização dos Poderes terá 60 dias para concluir o processo. O resultado será votado pelo plenário da Câmara.
Amaral, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Corumbataí do Sul, é acusado pelo Ministério Público de cobrar taxas de até R$ 400,00 para dar entrada no processo de aposentadoria de trabalhadores rurais. Cerca de 30 pessoas confirmaram em depoimento à polícia que pagaram a taxa ao vereador.
Amaral afirmou que é inocente e que vem sendo vítima de perseguição política. Segundo ele, o valor cobrado não é uma taxa e sim o adiantamento das mensalidades do sindicato. O vereador não participará da votação de seu afastamento. Quando estava preso, ele pediu 30 dias de licença e foi substituído pelo suplente Nilton Paulo (PDT).
Em Quinta do Sol (46 km ao norte de Campo Mourão), o presidente da Câmara, Antônio Roberto de Assis (PMDB), está aguardando uma decisão judicial para decidir o que fazer com o vereador Mauro Martins (PMDB), preso há 16 dias por denúncia falsa. Martins já faltou a duas sessões consecutivas. Se faltar a mais uma, pode perder o mandato.

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