O presidente da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, José Carlos Neves (PMN), e mais três assessores nomeados por ele no mandato passado (2009-2012), foram denunciados pelo Ministério Público (MP) do Paraná por suposta improbidade administrativa. Os assessores parlamentares – Marcos da Silva, Gerson Gustavo e Jailson Soares da Silva – "não desempenhavam as funções a eles inerentes, e sim, faziam assistencialismo ao vereador, caracterizando uma evidente artimanha para promoção política", segundo dados da ação civil pública.
Na ação é pedido o ressarcimento aos cofres municipais de R$ 562 mil, referentes aos vencimentos pagos aos assessores pelo período em que estiveram lotados no gabinete de José Carlos. Segundo a promotoria, teria havido desvio de função na medida em que os três foram mantidos no serviço para praticar "nítido clientelismo, negocismo junto à população", com o objetivo de promover eleitoralmente o vereador. Os dados foram confirmados pela assessoria do MP no final da tarde de ontem.
Além de beneficiar politicamente o vereador perante o eleitorado, os assessores também teriam enriquecido ilicitamente "à custa do erário". A mesma investigação resultou em ação criminal onde o vereador e os assessores são acusados de peculato – desvio de recursos públicos em proveito próprio – e formação de quadrilha. Procurado pela reportagem, o parlamentar afirmou desconhecer o teor das acusações e somente se manifestaria após ser notificado. Os assessores não foram localizados pela reportagem.

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