Curitiba - O vereador de Curitiba, Paulo Frote (PSC), está preso desde ontem, sob a acusação de cometer os crimes de concussão e peculato. A prisão preventiva, decretada pelo juiz da Central de Inquéritos, Marcelo Ferreira, foi requerida no último dia 5 pelo Ministério Público estadual.
Frote foi preso por volta das 17 horas, quando chegava a sua residência, no Pilarzinho, por policiais do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), vinculado à Promotoria de Investigação Criminal (PIC), sendo encaminhado para o Centro de Triagem.
Frote está sendo investigado pelo MP desde 2000. Segundo a Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, o vereador apropriou-se de parte dos salários de servidores que trabalhavam com ele na Câmara Municipal. Durante as investigações, o MP obteve autorização para quebrar o sigilo do vereador.
Foram constatadas 67 transferências de contas de servidores para contas em nome de Frote e de sua mulher. Há indícios de que o vereador tenha desviado cerca de R$ 1 milhão da Câmara de Curitiba. A prisão preventiva foi requerida porque Frote estaria obstruindo as investigações e orientando testemunhas. A Folha tentou contato com a defesa de Frote, mas não foi possível.

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