Curitiba – O vereador de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, Joaquim Gonçalves de Oliveira (PMN) – mais conhecido como ‘‘Oliveira da Ambulância’’– foi preso novamente na manhã de ontem. O mandado de prisão preventiva foi expedido, na última sexta-feira, pela juíza Mila Aparecida Alves da Luz, acatando pedido do Ministério Público (MP) estadual. Ele foi detido por policiais militares e levado para a delegacia local, de onde foi transferido para o Centro de Triagem em Piraquara, também, na região metropolitana. O vereador é suspeito de ter espancado e torturado o enteado, de nove anos.
  Oliveira havia sido preso, em flagrante, no dia 27 de janeiro, e solto no dia 1º de março, amparado em decisão da 1ªCâmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Sua defesa alegou, na ocasião, que o MP se precipitou em denunciar o vereador pelo crime de tortura e que não havia laudo técnico do Instituto Médico Legal (IML) que comprovasse as lesões.
  De acordo com informações da Promotoria Criminal de Colombo, repassadas pela assessoria de imprensa do MP, o novo pedido de prisão foi feito para evitar interferências no andamento das investigações, pois haveria indícios fortes de que a ex-mulher de Oliveira, Adinir de França, e o filho, vítima da violência, teriam sido coagidos a mudar suas versões no inquérito policial, isentando o vereador de culpa. Outras testemunhas, no entanto, que prestaram depoimentos na Câmara de Vereadores e no Juízo da Comarca, teriam confirmado a agressão. O MP requisitou à Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, investigação para a apurar suposto crime de coação no curso do processo.
  Na última semana, em depoimento à Comissão de Ética, o vereador negou que tivesse espancado o garoto. De acordo com o presidente da Comissão, vereador Hélio Feitosa (PPS), Oliveira admitiu, apenas, ter dado umas ‘‘cintadas’’ no garoto, alegando que parte dos machucados teriam sido feitos na rua, onde o menino brincava com outras crianças.
  O advogado Cláudio Dalledone Júnior, disse que irá ingressar, hoje, com pedido de habeas corpus em favor de Oliveira. Ele contestou a alegação do MP de que as testemunhas teriam sido coagidas. Para o advogado, a decretação da prisão teria se baseado na ‘‘impressão’’ que o promotor de Colombo teve de que houve coação, pois a mãe do menino teria dito em Juízo que não leu nem assinou qualquer depoimento – na fase de inquérito policial – por ser anafalbeta.

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