Vereador critica metas da prefeitura de Curitiba
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Governo de Curitiba, Fernão Accioly, apresentou ontem na Câmara de Vereadores a prestação de contas da prefeitura relativa ao segundo quadrimestre deste ano. Accioly destacou os investimentos da prefeitura na área social, embora tenha sido contestado por vereadores da bancada de oposição ao prefeito Cassio Taniguchi (PFL).
As principais críticas à prestação de contas devem-se ao fato da administração municipal ainda não ter efetivamente liberado os recursos para a realização das obras previstas no orçamento. ''A previsão de verbas para novos investimentos era de R$ 126 milhões. Entretanto, até a metade do ano, apenas R$ 29 milhões haviam sido efetivamente gastos. Acho difícil que realmente se consiga atingir o que foi previsto'', comentou o vereador André Passos (PT).
O vereador disse que a situação é similar em várias áreas, como segurança, assistência ao idoso e infra-estrutura. ''O que temos é um orçamento fictício. A diferença entre o que se prevê em gastos e o que efetivamente se gasta é enorme. O fato é que a prefeitura fala demais e executa pouco'', criticou Passos.
Segundo o consultor tributário da prefeitura. Aristides Eduardo da Veiga, a não realização de obras depende de fatores externos que não podem ser controlados pela administração municipal. ''É o caso da previsão de gastos com investimentos como o Contorno Ferroviário, que dependia de recursos do governo federal. Se o recurso não vem, não se pode iniciar a obra'', explicou Veiga.
Segundo os dados da prefeitura, Curitiba utiliza apenas 20% de sua capacidade de endividamento, que é de R$ 2,2 bilhões. Entre maio e agosto, o município arrecadou R$ 1,3 bilhão e gastou R$ 1,17 bilhão entre pagamento de pessoal, serviço da dívida pública e obras.


