O vereador Renato Araújo (PPB) criticou ontem, durante a sessão da Câmara Municipal de Londrina, a ação do Ministério Público (MP), que na última terça-feira esteve na sede de seu cartório, em Tamarana, e na sucursal deste, em Londrina, para cumprir mandado de busca e apreensão. O objetivo era encontrar a ficha do empresário André Todeschini, que teria assinado proposta da Stelle Veículos em licitação realizada pela Autarquia dos Serviços Funerários (Acesf), em 1999, no valor de R$ 143 mil.

O vereador confirmou que sua irmã, Oniva Araújo Tácolla, reconheceu firma da assinatura de Todeschini na proposta, e também que a ficha do empresário ainda não foi encontrada no cartório. Araújo considerou a ação do MP precipitada e espalhafatosa, e que em função disso os seus funcionários não teriam tido tempo de localizar o referido cartão de autógrafos. ''Já determinei uma minuciosa busca'', disse, afirmando que o cartão pode estar arquivado fora da ordem alfabética ou fora do arquivo.

Araújo informou ainda que Oniva jamais faria o reconhecimento de firma sem o cartão, embora tenha fé pública. ''A questão é se a assinatura é falsa ou não. Em sendo verdadeira, não há nada de irregular ou ilícito.'' Ele disse também que ''antes de expor à fé pública meu cartório e procurar desmoralizar meu nome (por questões políticas), é imprescindível que a assinatura fosse tida como falsa, e isso não foi feito''.

Em seu pronunciamento, o vereador também disse achar estranho que jamais tenha sido intimado a responder ao processo. E questionou a intenção do auditor da prefeitura, Osvaldo Alves de Lima, ao comunicar a imprensa de que estava havendo uma diligência em seu cartório. ''Qual o interesse em chamar a imprensa?'', questionou.

Araújo disse ter conversado ontem com Todeschini, e que o empresário lhe confirmou ter estado em Londrina na época, mas não soube dizer se ele foi ao cartório. ''Pretendo ir hoje (ontem) ou amanhã (hoje) para Curitiba buscar uma declaração de Todeschini afirmando se é dele ou não a assinatura do documento.''

No final da tarde o auditor divulgou uma nota esclarecendo que não informou a imprensa sobre a ação no cartório do vereador e que desconhecia que a ação do MP ocorria simultaneamente à sua entrevista coletiva. ''É inverídica também a afirmação de que o trabalho do auditor está misturando política com a minha função administrativa'', diz a nota.

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