Vereador cria cartão-ponto para comissionados
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quarta-feira, 04 de março de 2009
Fábio Cavazotti<BR>Reportagem Local 
Os quatro funcionários comissionados do gabinete do vereador Marcelo Belinati (PP) amanheceram ontem com uma novidade: eles passaram a ser os únicos ocupantes de cargo comissionado na admistração municipal a bater cartão-ponto. O equipamento, que era utilizado exclusivamente pelos servidores de carreira, é operado por meio da identificação da impressão digital. A iniciativa partiu do próprio vereador a partir das denúncias veiculadas na legislatura passada sobre existência que comissionados fantasmas - que não davam expediente na Câmara.
''Fiquei com isso na cabeça desde aquela época e para proteger meus servidores, que sempre trabalharam certinho, fiz o pedido para a Procuradoria e o setor de Recursos Humanos da Câmara; e ele foi aceito'', afirmou. Ao final de cada mês, o equipamento do cartão-ponto emite um relatório com as horas trabalhadas. A fiscalização, num primeiro momento, caberá ao gabinete do próprio vereador.
Para Marcelo, a iniciativa poderia facilmente ser estendida aos demais comissionados da Câmara e também à prefeitura. ''Não tenho dúvida de que isso daria muito mais transparência. Creio que deveria ser implantado para todos os comissionados, da administração direta e indireta'', afirmou. ''Só tem medo do cartão-ponto quem é ou quer ser funcionário fantasma.''
O presidente da Câmara, Jairo Tamura (PSB), tomou conhecimento da medida por meio da FOLHA. ''Eu não sabia, mas acho uma medida louvável'', disse. Tamura afirmou também que vai conversar com a Mesa Diretora sobre a possibilidade de estender a fiscalização do expediente dos comissionados aos outros gabinetes da Câmara.
A assessoria de imprensa da prefeitura disse que a maior parte dos setores administrativos contam com ''folha-ponto'' para os servidores de carreira -mecanismo pelo qual cada funcionário anota seu horário de entrada e saída, com supervisão das chefias. ''Quanto aos comissionados, eles não têm horário fixo e podem ser chamados para trabalhar a qualquer hora, inclusive nos finais de semana. De momento, não há iniciativa nesse sentido'', informou a assessoria.


