Autor do projeto que previa a desapropriação de 40 casas da Rua Pantanal (Zona Oeste), o vereador Sidney de Souza (PTB) comemorou ontem com um longo discurso em plenário o acordo originado das celas da Casa de Custódia de Londrina (CCL) para determinar a paz entre os moradores da Pantanal e do Jardim Nossa Senhora da Paz.
Intermediário do acordo, Souza defendera há cerca de duas semanas a desapropriação dos lotes e a indenização às famílias da localidade. A proposta seria uma forma de conter o avanço da violência na região, uma vez que gangues rivais protagonizavam cenas de tiroteio constante uma contra a outra.
Ontem, o petebista reclamou de ''programas policiais que fazem apologia à violência'', reclamou de suposta inatividade da sociedade civil organizada -''ninguém foi lá visitar qualquer uma dessas famílias'' -, e festejou a ordem de paz orientada a partir da CCL. Em seguida, afirmou que vai cobrar da Prefeitura ações sociais para a comunidade envolvida naquilo que classificava de ''guerra urbana''.
Questionado se acordo com presos como forma de garantir a paz da população não se traduz em medida controversa - ou mesmo inversão de valores -, Souza foi taxativo: ''Não podemos analisar a violência de uma forma utópica, lendo livros. A questão da paz passa necessariamente por quem está preso'', definiu.
Questionado se a cobrança de policiamento mais intensivo na região não seria mais legítimo por parte de um representante do poder público, como ele, o vereador completou: esperar pelo Estado não vai adiantar, tampouco ''(defender) pseudovalores morais, os quais não têm feito a violência diminuir''. (leia mais sobre o assunto no Folha Cidades)

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