Vereador coleciona adversários em Foz
Foz do Iguaçu O número de desafetos do vereador Adilson Rabelo aumentou depois que ele derrotou a bancada ligada à prefeitura na eleição para a Mesa Diretora da Câmara, em 10 de dezembro. Rabelo venceu o adversário por 8 votos a 2 porque outros 11 votos dados ao candidato Hermógenes de Oliveira (PMDB) foram anulados por estarem marcados. O resultado está sub-judice.
No domingo passado, o vereador protagonizou outro episódio polêmico na eleição para definir os membros das comissões permanentes. Depois de muita discussão, vereadores da base governista abandonaram a sessão extraordinária por discordarem da forma de votação. Rabelo acabou nomeando os integrantes das dez comissões.
O prefeito de Foz, Sâmis da Silva (PMDB), descartou a motivação política para o crime. Enquanto o vereador estava no hospital, o prefeito considerou o fato ''mais um número que entra na triste estatística de homicídios''. Mais adiante comentou: ''Tem que olhar o passado do Adilson Rabelo. (Ele) já esteve envolvido com o narcotráfico e uma série de coisas que podem estar vindo à tona'', disse Sâmis.
O prefeito se referiu ao fato de Rabelo ter sido ouvido pela CPI nacional do Narcotráfico, em 1999. A investigação paranaense chegou a ele depois de ouvir denúncias anônimas num disque-denúncia em Foz do Iguaçu, mas ele não foi citado no relatório.
Presente na cidade, o governador Roberto Requião (PMDB) também se referiu ao atentado: ''Estou surpreendido com mais esse atentado, que seguramente não é político, mas que atinge um parlamentar''. (A.P.).





