O vereador e presidente da comissão especial que analisou o projeto de concessão dos serviços de água e esgoto, Tercílio Turini (PPS), criticou ontem a decisão do Executivo em vetar integralmente o projeto aprovado pela Câmara Municipal.
Turini disse que existiu uma ''contradição'' entre o que prometeu o prefeito Nedson Micheleti (PT) e o veto. ''Quando terminamos o trabalho da comissão, o Nedson nos chamou para uma conversa. Ele já sabia os pontos do substitutivo. Lógico que ele tinha entendimento diferente do nosso mas garantiu para a comissão que se fossem mantidos esses pontos, ele não iria vetar e que faria a negociação com a Sanepar ou outra concessionária. Existia um entendimento que ele iria sancionar o projeto da forma que fosse encaminhado pela Câmara, que fez todo um trabalho para chegar neste substitutivo'', relatou. ''Após o projeto aprovado, houve uma mudança estratégica e ficou claro no discurso do Nedson e do (governador Roberto) Requião (PMDB), que tinham um entedimento para fazer uma nova concessão com a Sanepar'', complementou.
Na avaliação de Turini, o veto pode ser derrubado pelo plenário. ''Se os vereadores continuarem com o mesmo entedimento que substitutivo é bom e que representa o pensamento de grande parte da sociedade, acho que existe todos os elementos para o veto ser derrubado'', analisou. ''Quando o veto voltar para a Câmara, retornamos praticamente à estaca zero. Se retoma a discussão com forte intensidade e com forte participação da sociedade organizada. Prevejo grandes debates e polêmicas para o início do ano que vem.'' (C.O.)

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