Vereador assume Executivo em Quedas do Iguaçu
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
O prefeito de Quedas do Iguaçu (Centro-Sul), Edson Jucemar Hoffmann Prado (PP), teve o diploma cassado pela Justiça Eleitoral, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2012, quando foi reeleito para o cargo com 9,6 mil votos (51,6%). Na sentença, o juiz Raphael de Morais Dantas condena o pepista, ainda, ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil, "declarando-o inelegível para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes à eleição". O vice, Amarildo Lusitani (PV), embora não tivesse comprovada a participação nas irregularidades, "pelo princípio da indivisibilidade da chapa majoritária", também teve o diploma cassado.
Já notificado da determinação judicial, o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Osny Soares da Silva (PTB), assume hoje o Executivo. "Todo cidadão quer ser prefeito de sua cidade, mas não dessa forma. Mas quero tranquilizar a população, porque os serviços serão mantidos", disse Silva, que faz parte do mesmo grupo político do prefeito.
A ação contra Prado foi apresentada pela coligação adversária e apontava, além da compra de votos, supostas propaganda irregular, doação de combustíveis e conduta vedada a agente público em período eleitoral. Porém, a comprovação relatada na sentença, por meio de gravações telefônicas, trata de pagamentos de contas de energia elétrica em troca de votos. "Em cidades pequenas, com eleitorado diminuto, um voto pode fazer toda a diferença e determinar o resultado nas urnas. Por isso mesmo que candidatos escroques, dados à corrupção, dificilmente perdem a oportunidade de "comprar" o voto do eleitor corrupto (e desinformado politicamente), independentemente da orientação ou predileção partidária", escreve o magistrado.
A reportagem falou com o advogado do prefeito, Adriano Scherer, mas ele não havia sido intimado da decisão e preferiu não se manifestar.


