O vereador Aldi Cesar Mertz (PDT), de Maringá, disse ontem que está encontrando apoio para montar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara para investigar o desvio de recursos da prefeitura, mas que ainda depende de um estudo jurídico. ‘‘Temos pouco tempo e o problema que o principal acusado está fora da região’’, explica. Para Mertz, o maior obstáculo é a ausência de Luis Antônio Paolicchi na cidade. ‘‘Não temos certeza se ele aparece nem para o Ministério Público’’, disse.
O que é preciso, na opinião do vereador, é uma auditoria completa nas contas da prefeitura. ‘‘Já estamos propondo isso e o candidato que for eleito tem o dever de abrir a caixa preta que é essa prefeitura’’, disse. Mertz lembra que o desvio de R$ 2,6 milhões equivale a uma movimentação de 90 dias, e que ‘‘com certeza’’ mais irregularidades serão conhecidas. ‘‘Só não vamos arriscar abrir uma CEI agora para os principais suspeitos não aparecerem e a comissão morrer no ninho’’, alega.
O promotor José Aparecido da Cruz informou ontem que ‘‘qualquer investigação para chegar ao real valor do dano é bem-vinda’’. ‘‘Se a Câmara instaurar procedimento pode também investigar as contas da municipalidade e chegar ao real valor do dano ao erário público. Nada impede que haja duas investigações’’, afirmou.
Cruz disse ainda que a promotoria está aberta a todos os segmentos da sociedade que tiverem informações sobre os desvios na prefeitura. O Ministério Público poderá ouvir o prefeito Jairo Gianoto (PSDB). (Colaborou Patrícia Zanin)