O vereador Roberto Fú (PDT) deixou oficialmente ontem o cargo de líder do Executivo na Câmara de Londrina. O anúncio foi feito pelo presidente da Mesa Executiva, Gerson Araújo (PSDB), que leu em plenário o ofício encaminhado por Fú sobre sua saída.
Entre os motivos que levaram o vereador a deixar o cargo estão os conflitos entre ele e o prefeito Barbosa Neto em relação à chamada ''Lei da Muralha''. ''A minha parcela de contribuição como líder do Executivo já foi dada. Mas isso não vai interferir na minha posição, de ser oposição ou não. Não vou me tornar oposição, inimigo. Eu até admiro muito o trabalho do prefeito Barbosa Neto. Mas há uma contradição muito grande em relação à Lei da Muralha e para que não haja mais desgaste eu resolvi sair da liderança'', declarou Fú.
O vereador disse que não conversou com o prefeito sobre a sua saída. ''Há dias eu não falo com o prefeito. Tenho certeza que ele vai entender e respeitar a minha decisão. Não tem volta'', afirmou.
Fú disse que não tem ideia de quem pode assumir no seu lugar. Agora cabe a Barbosa a ''nomeação'' do seu novo braço direito na Casa. Alguns nomes já circulam nos bastidores, como o vereador Jairo Tamura (PSB).
Lei da Muralha
A chamada ''Lei da Muralha'' foi sancionada ainda na gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) e proíbe a instalação de mercados com área superior a 1.500 metros quadrados dentro de um quadrilátero central. O prefeito Barbosa Neto defende a mudança da lei. Para ele, o ideal é que o quadrilátero seja reduzido em 20% e que shoppings e outros empreendimentos considerados geradores de tráfego também passem a ser restritos para essa área. Já Roberto Fú luta para que a lei seja revogada alegando ''reserva de mercado e inconstitucionalidade'' da medida.
Durante a sessão de quarta-feira última, o vereador Roberto Fú pediu a retirada em definitivo do projeto de lei de autoria do Executivo que trata da nova versão da Lei da Muralha. Com isso, o projeto de lei 445/2011 fica arquivado.

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