A Câmara de Londrina realiza hoje a segunda votação do projeto de lei do Executivo para a transferência de R$ 4,8 milhões para crédito adicional à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), agora com a emenda proposta na sessão da última terça-feira pelo vereador Sidney de Souza (PTB). A polêmica em torno do projeto surgiu quanto à origem do dinheiro repassado à autarquia ele sairia dos precatórios (ações trabalhistas e alimentícias), o que, segundo o vereador, pode ser evitado.
''A prefeitura tem muitos e antigos precatórios que precisam ser pagos. Se esse dinheiro for tirado daí para a CMTU, ex-servidores municipais aposentados, por exemplo, podem ficar na fila de espera por mais tempo'', explicou. De acordo com ele, isso pode ser remanejado de um empréstimo de R$ 22 milhões que o município espera do governo estadual, ainda para este ano, que seria aplicado em asfalto, na construção dos lagos da Zona Norte e na perimetragem dessa região. ''Já foram feitas as correções técnicas para que o projeto seja votado. Agora, o recurso deve sair da conta-empréstimo, e não mais da conta-precatório'', afirmou.
Segundo o procurador-geral do município, Carlos Roberto Scalassara, Londrina tem hoje mais de 30 precatórios comuns à espera de pagamento, dos quais muitos até já venceram. ''Há mais recentes, mas o mais antigo, por exemplo, é de 1981'', contou. De acordo com ele, a Procuradoria apresentou uma proposta de pagamento aos credores, em duas etapas, à qual eles aderiram. ''A partir de dezembro, deve ser pago R$ 1,5 milhão em precatórios, de forma escalonada: desse total, 40% irá para pagamentos de credores perante concurso entre eles; 30% serão quitados conforme a ordem de inscrição dos precatórios, enquanto os 30% restantes serão destinados aos de menor valor (ou seja, abaixo dos R$ 62 mil)'', anunciou.
Na sessão de terça-feira, antes da emenda proposta por Sidney de Souza, cinco vereadores haviam se posicionado contra o repasse dos R$ 4,8 milhões via precatórios: Beto Scaff (sem partido), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), Sandra Graça e Henrique Barros (PDT) e Rubens Canizares (PHS).

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