Curitiba - Considerando o ponto de vista do Tribunal de Contas da União (TCU), a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná está tão ''desregulada'' quanto a Câmara Federal. Aqui os deputados estaduais também possuem um ''cotão'', além da remuneração de R$ 20 mil, gastos mensais de R$ 10,6 mil com transporte e R$ 3,6 mil com serviços postais ou telefônicos. Cada um dos 54 parlamentares pode ser ''ressarcido'' em até R$ 17 mil por mês, inclusive por atividades de divulgação do mandato, somente com a apresentação de notas fiscais.
O ''cotão'' da AL recebeu uma primeira regulamentação em 2004, pelo ex-deputado e hoje conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado Hermas Brandão. Estavam permitidos gastos com combustível, transporte, telefonia, manutenção de escritório político, entre outros. Em 2009, na esteira de cobranças da imprensa por mais transparência nos gastos da Casa, uma nova regulamentação foi assinada, incluindo a possibilidade de gastos, por exemplo, com pesquisas, assessoria jurídica, assinatura de jornal, compra de softwares e a tal da ''divulgação do mandato parlamentar''.
Procurado pela reportagem, o Tribunal de Contas (TC) do Estado não se manifestou se abrirá procedimento para ''copiar'' a recomendação do TCU. Tampouco o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), retornou às ligações da FOLHA. Em janeiro de 2012, Rossoni concedeu o último aumento dessa rubrica (14,44%), elevando de R$ 27,5 mil para R$ 31,4 mil quanto cada deputado estadual pode gastar com o custeio do próprio mandato. (J.L.J.)

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