Vera Crovador decepciona O depoimento de Vera Crovador – mulher do advogado Luiz Renato Crovador, assassinado em novembro do ano passado em Curitiba – à CPI do Narcotráfico era um dos mais esperados, mas não correspondeu às expectativas. Vera depôs à comissão anteontem de madrugada. Apostava-se que ela – que é apontada pela Polícia como a mandante do assassinato do marido – faria denúncias bombásticas e entregaria uma lista de policiais envolvidos no narcotráfico, supostamente clientes do seu marido. Bastaram pouco mais de dez minutos para que Vera se transformasse na maior frustação do primeiro dia de investigações dos deputados federais no Estado. Tentando se defender da acusação de ter mandado matar o marido, Vera indicou policiais como os autores do homicídio, mas não conseguiu convencer os parlamentares das razões que eles teriam para executar o advogado. ‘‘Se eles eram aliados, amigos como a senhora afirmou, qual a razão que eles teriam para matá-lo?’’, questionaram os deputados. Por não encontrar ‘‘relevância’’ nas declarações da mulher, os deputados encerraram rapidamente o depoimento. Vera Crovador foi chamada a depor na ausência de seu advogado, Osmann de Oliveira. O advogado teria se ausentado depois de avisado que sua cliente só iria depor ontem e não anteontem. Para continuar o depoimento, os deputados tiveram que indicar outro advogado para Vera. (J.A.)

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