Caracas – A segunda paralisação nacional em menos de quatro meses na Venezuela começou às 6 horas de ontem, com a restrição dos transportes e protestos contra o presidente Hugo Chávez.
A paralisação foi convocada pela Confederação dos Trabalhadores de Venezuela (CTV) com o apoio da entidade empresarial Fedecâmaras e de toda a oposição do país, coincidindo com a greve dos gerentes da estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA), iniciada na última quinta-feira, em rejeição à nova direção designada pelo presidente.
No dia 10 de dezembro, a Fedecâmaras convocou a primeira paralisação de um dia com sucesso, com o apoio da CTV, que reviveu a oposição da Venezuela.
O dia começou com uma guerra na mídia entre o governo e as redes de tevê privadas. O primeiro apareceu logo no início do dia em três transmissões em rede nacional, apresentando suas próprias imagens e declarações de dirigentes sindicais que não aceitavam a paralização.
O conflito se acirrou desde domingo, quando o presidente Hugo Chávez falou na rádio nacional sobre a greve da PDVSA e a paralisação nacional. Na segunda-feira, o vice-presidente Diosdado Cabello justificou a medida ao dizer que as redes de tevê privadas parecem aliadas aos gerentes rebeldes da PDVSA, seus simpatizantes e aos organizadores da paralisação.
No domingo, o presidente Chávez informou a demissão de sete gerentes rebeldes e a aposentadoria de 12 por tempo de serviço.
O ministro das Minas e Energia venezuelano, Alvaro Silva Calderón, garantiu que a greve geral de 24 horas convocada pela maior central operária e pela cúpula empresarial não afetou as operações da estatal PDVSA.
Calderón falou aos jornalistas no estado ocidental de Falcón, onde fica o complexo de refino Amuay-Cardón, o maior do país, que esteve visitando junto com o ministro da Defesa, José Vicente Rangel.
A greve ‘‘não tem influência no setor petroleiro fundamental’’, disse Calderón, porque teria afetado apenas os setores administrativos da estatal. A declaração foi ratificada por Rangel, que afirmou que a refinaria de Amuay está funcionando ‘‘como todos os estabelecimentos petroleiros’’.
Enquanto as autoridades garantem que a greve é um fracasso, responsáveis da Fedecâmaras e da CTV afirmam que ela está sendo respeitada entre 75% e 100% em oito estados avaliados.

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