O procurador-regional-eleitoral do Rio de Janeiro Ricardo Santos Portugal determinou a abertura de inquérito criminal para apurar a venda de registro de candidaturas para as eleições, pelo PSDC carioca, de acordo com denúncia veiculada anteontem pela Rede Globo.
Em documento encaminhado pela Procuradoria ao superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio, Paulo Ornelas Linhares, pedindo a instauração do inquérito, Portugal afirma que os fatos narrados constituem crime eleitoral, de acordo com artigo 350 do Código Eleitoral.
A executiva nacional do PSDC, ao tomar conhecimento da denúncia, dissolveu o diretório do Rio e nomeou um interventor, o candidato a deputado estadual José Miguel. De acordo com a notícia, o partido estava vendendo por R$ 1,5 mil vagas para candidatos a deputado estadual e federal. A reportagem mostrou uma negociação entre o comerciante Oséas Chaves, que pretendia disputar a eleição, com um integrante do diretório regional do PSDC, Roberto Santos.
O PSDC, segundo Miguel, vai investigar se existem outros casos. Ele informou que Santos, que seria candidato a deputado estadual, teve o registro cassado pela legenda e foi expulso do PSDC. ‘‘Ele estava pegando dinheiro para seu grupo’’, disse.
‘‘Venda de legenda não é normal, mas a contribuição é legal’’, disse o interventor. Ele explicou que o partido não pode cobrar para registrar candidaturas, mas deve, como pode aceitar contribuições. O PSDC tem candidato a governador no Rio (Paulo Freitas) e candidato à presidência (José Maria Eymael).

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