Venda de ações suscita notificação a mais empresas
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terça-feira, 30 de maio de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O Ministério Público de Londrina vai notificar hoje mais duas empresas envolvidas na venda de 45% das ações da Sercomtel S.A. para a Copel, em maio de 1998. São elas Banestado Corretora e Banco Financeiro e Industria de Investimento (BFII), do Grupo Sudameris. A partir da notificação, as empresas terão 10 dias para enviar todos os documentos contratos, comprovantes de pagamentos etc. relativos ao negócio.
Segundo a promotora Solange Vicentin que investiga o caso ao lado do promotor Cláudio Esteves depois de examinar os documentos pedidos às empresas, a promotoria vai avaliar a necessidade de convocar testemunhas e solicitar esclarecimentos a outros órgãos, públicos ou privados.
Anteontem, o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, disse que os contratos referentes à venda das ações estão com a prefeitura. Ele garantiu, no entanto, que a empresa tem documentos sobre o negócio e que todos eles estarão à disposição tanto do MP quanto da Câmara que aprovou uma comissão processante contra o prefeito afastado de Londrina, Antonio Belinati,
Pavan recebeu ontem a notificação do MP e disse que pretende responder o mais rápido possível. Ele reafirmou que é o maior interessado para esclarecer o assunto e voltou a destacar que a decisão pela venda das ações foi do município de Londrina e ele, como presidente da companhia, fez um acompanhamento técnico da transação. Eu tenho interesse que as informações que nós tenhamos sejam encaminhadas ao Ministério Público rapidamente.
A investigação no MP foi motivada por um pedido de providências feito por Francisco Afonso Jawsnicker, em junho de 99. Ele disse estranhar o fato de uma CPI para investigar a venda das ações ter sido aberta e extinta na Assembléia Legislativa em menos de 48 horas. A venda das ações ocorreu em maio de 1998, por R$ 186 milhões. Na época, R$ 39 milhões foram direto da Copel para o Banco Fonte-Cindam, para pagamento de uma dívida original de R$ 21,7 milhões.
Ainda segundo Pavan, outros R$ 13 milhões ficaram com a Sercomtel, em pagamento de empréstimos da prefeitura; e outra parte ainda foi repassada para o Banestado, que tinha ações da Sercomtel caucionadas, no mesmo tipo de operação do FonteCindam. Para o caixa da prefeitura foram R$ 115 milhões.


