Curitiba - A Assembléia Legislativa deve votar na segunda-feira três requerimentos, apresentados pela oposição, pedindo informações sobre os gastos com a preparação da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para a venda. A tentativa de privatização fracassou por falta de compradores. Mesmo assim, os deputados querem saber quanto os cofres públicos gastaram com a contratação de advogados, assessores financeiros, consultores e advisers (empresas que fizeram a modelagem e avaliação para a privatização), além da composição da direção da empresa e salários pagos.
Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Marcos Isfer e Cezar Silvestri, ambos do PPS e ex-governistas. A liderança do governo, no entanto, deve orientar a bancada a derrubar os pedidos de informações, endereçados ao secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert.
Os deputados questionam quantos diretores e conselheiros prestam serviços à Copel, suas subsidiárias e empresas nas quais a companhia tem participação acionária. Além da relação dos nomes, eles querem saber qual o salário de cada diretor e conselheiro.
As empresas contratadas pelo governo do Estado para fazer a avaliação e a modelagem, por exemplo, receberam pelo serviço prestado. O consórcio Diamante recebeu R$ 543 mil, e o Booz Allen/Hamilton recebeu R$ 749 mil. O Diamante receberia mais 0,16% sobre o preço da venda, como comissão de êxito, o que não chegou a ocorrer.

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