Vencedora de licitação em Londrina já foi alvo da PF
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
A empresa que ganhou a concorrência aberta pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina para coleta de lixo reciclado, a Ecosystem, já foi investigada pela Polícia Federal (PF) do Paraná em 2009 por crime de estelionato contra a Prefeitura de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) em um contrato semelhante, de coleta de lixo. Na época, a Câmara de Vereadores da cidade também abriu uma comissão especial para investigar as supostas irregularidades.
Segundo relatos do delegado da PF responsável pelo caso, Francisco Caricati, à comissão especial, ''no curso das investigações se promoveu oitivas e busca na Ecosystem, onde restou suficientemente comprovada a ocorrência de fraudes que vinha sendo perpetrada na execução do contrato de coleta pública de lixo residencial''. Pelas investigações, lixo de outras cidades era coletado pela empresa e depositado de forma irregular no aterro, fazendo com que a Ecosystem recebesse um valor maior do que o previsto no contrato.
Como a investigação estava em curso, e corria em sigilo, a comissão não conseguiu concluir seus trabalhos. A assessoria de imprensa da PF também não soube informar, ontem, em que estágio está a investigação ou se ela foi encerrada. O representante legal da empresa, Willy Annies, confirmou à FOLHA que a empresa prestou serviços para a Prefeitura de São José dos Pinhais, mas alegou ''não ter conhecimento dessa investigação''. ''Não posso falar sobre esse assunto'', ressaltou.
Valor baixo
O presidente da CMTU, André Nadai, foi questionado a respeito da discrepância do valor do edital e do valor que apresentou a empresa ganhadora da concorrência - o valor máximo do contrato era de R$ 93 mil e a Ecosystem ganhou com R$ 43 mil. ''Também achamos estranha essa diferença, por isso o edital foi suspenso um dia. Mas, se ela conseguir fazer o trabalho de forma eficiente e com qualidade com esse valor, melhor.'' Nadai ainda contestou a possibilidade de aditivos: ''Ninguém colocou uma faca no pescoço da empresa e a obrigou a dar esse valor. Foi ela que escolheu e agora vai ter que trabalhar com isso''.


