Vencedor vai influenciar candidatura ao governo
O deputado federal Padre Roque Zimmermann, da chapa Movimento PT, tenta chegar à presidência do diretório estadual pela segunda vez. Há dois anos, ele perdeu a disputa para o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti. ''Precisamos fazer uma profunda autocrítica nos 21 anos do PT e combater a política nefasta de Fernando Henrique e do governador Jaime Lerner.'' Padre Roque é tido nos bastidores como o principal adversário do vereador André Vargas.
Em caso de segundo turno, o atual presidente estadual do partido admite que deve concorrer com Padre Roque. Vargas apóia o deputado estadual Ângelo Vanhoni como o nome do partido a ser lançado à sucessão de Lerner. Padre Roque também se colocou na disputa assim como o deputado Irineu Colombo que apóia Jorge Sonda , além do secretário da Fazenda de Londrina, Paulo Bernardo, e o vereador curitibano Jorge Samek.
Quem comandar o partido terá, em tese, chances de influenciar diretamente na escolha do virtual candidato petista ao governo do Estado. Vargas acrescenta que o novo comando terá a tarefa extra de organizar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidenciável petista, no Paraná. Márcio Pessati, da chapa Democracia Socialista, corrente ligada ao deputado Dr. Rosinha, acredita que antes de especular os nomes que podem disputar o governo, será preciso ''preparar o partido na conjuntura estadual''.
''A partir disso, temos condições de entrarmos na disputa ao governo'', afirma Pessati. Como os outros candidatos, ele não aceita que o PT figure como coadjuvante e tenha cautela na hora de fechar alianças. Para Pessati, o setor de finanças necessita de uma organização para custear campanhas políticas e projetos de formação de lideranças. Ele acredita que os filiados com mandato político devam contribuir mensalmente para reforçar o caixa. ''Não basta pagar apenas uma vez ao ano.'' (D.V.)





