Um dos pontos mais controversos levantados pela Controladoria do Município diz respeito à velocidade da licitação, quatro dias: ''Salta aos olhos a tramitação do processo administrativo, por tratar-se o objeto de grande complexidade técnica e de valor expressivo em relação aos rotineiramente praticados pelo Município de Londrina''. Ontem, o controlador-geral Mílson Dias reforçou: ''Trata-se de uma contratação muito complexa, nem dá para fazer um cálculo de quanto tempo ela levaria - mas nesse tempo em que transcorreu é praticamente impossível'', afirmou Dias. Se há indícios de favorecimento a empresas? ''Esse tipo de detalhe é o MP que terá de analisar'', encerrou.
A promotora de Defesa do Patrimônio Público, Leila Voltarelli, afirmou que a documentação e o relatório encaminhados pela Controladoria vão subsidiar as investigações do MP. ''As irregularidades apontadas são bem relevantes, e esses pontos serão todos avaliados pela promotoria sob as perspectivas da Lei de Improbidade, de Licitações Públicas e dos princípios que regem a administração pública'', declarou. Sobre a possibilidade de depoimentos dos citados no relatório, a promotora resumiu: ''As oitivas vêm posteriormente à análise de documentos - como o processo foi fartamente instruído, assim que se tiver uma análise da parte documental, iniciam-se essas convocações''. (J.G.)

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