Roberto Requião

Agricultura

A base da economia paranaense sempre foi a agricultura. Foi a agricultura que permitiu que o Paraná não estivesse hoje com índices negativos de crescimento. Então, temos que retomar essa base, investindo pesado nesse setor. O nosso plano de Governo prevê a implantação de várias medidas. Vamos garantir preço mínimo para culturas estratégicas e que sejam fundamentais para o desenvolvimento das diversas regiões paranaenses. Vamos instituir o Seguro Safra, que propõe a participação do Estado no custeio do seguro agrícola, para que ninguém corra o risco de plantando, perder a terra. Vamos criar um Fundo de Aval para garantir o acesso aos financiamentos estaduais e federais. Vamos também criar a Caixa Econômica Estadual - já autorizada por lei - como agente de captação de poupança e de financiamento à pequena e média empresa paranaense. Junto a essas medidas, vamos estimular o uso mais intensivo de recursos de programas federais como o Pronaf e ainda promover e estimular a criação de agroindústrias, apoiando e incentivando também o cooperativismo.

Industrialização

  O Paraná é um Estado privilegiado e, apesar da crise imposta pela política neoliberal que empobreceu e desempregou milhares de brasileiros, temos todas as condições para retomar o nosso crescimento. Temos a Copel que produz energia e podemos utilizá-la como instrumento para industrialização do Estado. O nosso plano de Governo prevê a descentralização industrial com a atração de empresas do Brasil e do mundo às regiões economicamente deprimidas. Para isso, vamos reduzir, em 40%, das tarifas de energia elétrica às empresas que se propuserem a instalar unidades na região Noroeste, por exemplo, que tem os piores indicadores econômicos. Essa nossa proposta vai garantir a geração de emprego e renda a milhares de paranaenses. Não vamos, de modo algum, fazer como fez o atual Governo, que concedeu incentivos fiscais às multinacionais em detrimento das nacionais, sem gerar empregos. Só vamos conceder às multinacionais o mesmo que pudermos conceder às nacionais, especialmente às paranaenses. Também vamos isentar as micro e pequenas empresas dos impostos estaduais que ampliarem as vagas no mercado de trabalho. Vamos trocar impostos por empregos.

Pedágio

  As estradas paranaenses, quando fui governador, eram mantidas em bom estado sem precisarmos cobrar pedágio para isso. As concessões das rodovias paranaenses para a iniciativa privada foi um erro do atual Governo. E não podemos permitir que o erro de um Governo continue prejudicando os paranaenses por tempo indeterminado. O pedágio se tornou o sócio indesejado da economia do Paraná. Por causa disso, pretendo chamar os donos das concessionárias, já nos primeiros dias de meu Governo, para que reduzam os preços das tarifas que são muito elevados. Se eles cortam mato, tapam buracos e pintam asfalto, vão receber exclusivamente por esses serviços. Se não concordarem, eu anulo os contratos, porque não há direito adquirido quando está em jogo o interesse público.

Política social

  A política neoliberal adotada pelo governo federal e estendida ao Paraná pelo atual governo, aumentou o fosso que separa a minoria mais rica dos milhões de excluídos. O Paraná tem hoje 2,1 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da miséria, ou seja, ganham até R$ 80 por mês, ou menos que isso. A esses irmãos mais pobres adotarei um programa emergencial e temporário para amenizar seu sofrimento. Vou criar frentes de trabalho, em parceria com as prefeituras, para recuperar os equipamentos públicos, tais como estradas, delegacias, escolas, dando a essas famílias uma nova perspectiva de vida digna. Paralelo a isso e utilizando o lucro das estatais, vou isentar as famílias mais pobres do pagamento da taxa mínima de água e luz. Além disso, vamos antecipar o reforço da merenda escolar, fornecendo um litro de leite por dia às crianças que ainda não estão em idade de ir à escola. O programa ‘‘Paraná sem Fome’’, proposto pelo PT também foi incorporado ao meu plano de Governo. Vou priorizar os investimentos em educação e saúde, entretanto, não vou deixar de investir em moradias populares, outra questão que afeta milhares de famílias paranaenses.

Segurança pública

  A questão da segurança pública no Paraná é um problema muito sério. A CPI Nacional do Narcotráfico, trazida ao Paraná pelo deputado federal Padre Roque, revelou que os policiais paranaenses não estavam somente envolvidos como eram os comandantes do crime organizado. O Governo do Estado, que deveria ter tomado alguma providência, não fez nada e os policiais denunciados continuam nos quadros da Polícia. Precisamos acabar com esta impunidade. Por isso, vou assumir pessoalmente, já nos primeiros dias de meu Governo, a Secretaria Estadual da Segurança para comandar uma limpeza profunda nas polícias e extirpar os maus policiais, que são minoria. E, a exemplo do Conselho das Mãos Limpas que acabou com a máfia italiana, vamos instalar um Conselho Estadual, com a participação do Ministério Público, OAB e representantes dos vários setores da sociedade civil organizada, tornar permanente essa limpeza. Paralelamente, estaremos promovendo e valorizando os bons policiais. Essa é uma medida emergencial. Junto com isso, vamos reimplantar o projeto POVO - Policiamento Ostensivo Volante. É a polícia comunitária. É o policial perto das pessoas, nas ruas onde moram, conhecendo os nossos filhos e sendo nossos conhecidos, garantindo a segurança das famílias paranaenses. Além disso, vamos reequipar as polícias e adquirir novas viaturas.


Alvaro Dias

Agricultura

  Alvaro Dias irá reativar o Programa Paraná Rural, que foi desenvolvido quando governou o Paraná e tornou-se um exemplo para o mundo, sendo modelo para programas desenvolvidos em centenas de países. Este programa permitiu o trabalho de conservação do solo em 1.300 micro-bacias hidrográficas, cobrindo uma área de 3.200.000 hectares, em benefício de 103 mil produtores.
  O governo de Alvaro Dias dará apoio permanente aos pequenos e grandes produtores do Paraná através de cinco programas de agronegócios, que envolvem desde a agricultura familiar até as grandes cadeias produtivas.
  O primeiro refere-se ao desenvolvimento rural e à sustentabilidade ambiental. O segundo trata do apoio à agricultura de subsistência e à viabilização dos assentamentos, incluindo assistência técnica, habitação, educação e renda mínima.
  Outro programa é o de expansão da agroindústria já instalada no estado e do fomento à ampliação, diversificação e aprimoramento dos itens industrializados, bem como dos locais onde são produzidos.
  A promoção da competitividade da agricultura paranaense, com a redução das perdas na produção, armazenamento e transporte, é o ponto principal dos quatro programas. O último programa refere-se ao crédito governamental aos agricultores em relação a volume, prazos e custos adequados.
Industrialização

  As três metas principais do governo de Alvaro Dias em relação à industrialização serão o fortalecimento do parque produtivo tradicional e genuinamente paranaense, fixação das indústrias recentemente instaladas e atração de novas empresas e atividades, principalmente, para o interior do estado. O governo de Alvaro vai desenvolver políticas específicas para os setores madereiro/moveleiro, metal/mecânico, eletro/eletrônico, de transportes e confecções. Além disso, o parque produtivo existente será complementado com indústrias de tecnologia de ponta, nas áreas da aeronáutica, petroquímica, eletrônica e semi-condutores, informática e software.
  Serão formados os grandes eixos industriais Londrina-Maringá, Cascavel-Foz do Iguaçu e Curitiba-Ponta Grossa. As médias, pequenas e micro-empresas terão apoio e financiamento diferenciado. A meta do governo de Alvaro Dias é estimular o surgimento de 50 mil novas empresas no Paraná, proporcionando emprego e renda a 100 mil pessoas, entre 2003 e 2006.

Pedágio

  Alvaro Dias vai realizar auditorias nos contratos de prestação de serviço e nos relatórios de arrecadação e investimento das concessionárias, pois o sistema de pedágio não pode ficar como está. Ao encontrar irregularidades, serão anulados os contratos. Caso não haja irregularidades, o governo saberá quanto arrecadam e o quanto investem as concessionárias, o que permitirá a definição de tarifas mais justas. Será instituído um conselho, formado por representantes do governo, das empresas concessionárias e dos usuários, que será responsável pela tomada de quaisquer decisões a respeito do pedágio. Ao mesmo tempo, serão realizados estudos para casos específicos, cogitando a não cobrança de caminhões vazios, a liberação do pedágio durante a madrugada e a isenção para caminhões que estiverem escoamento a produção agrícola, por exemplo.

Política social

  Alvaro Dias sabe que é extremamente necessário o comprometimento do governador do estado com os problemas sociais. Por isso, executará, em seu governo, 5 programas habitacionais, um para cada tipo de necessidade: ‘‘Meu Lar’’, ‘‘Meu Lote’’, ‘‘Meu Novo Lote’’, ‘‘Meu Residencial’’ e ‘‘Meu Sítio’’. Alvaro também vai incentivar a permanência das crianças nas escolas, fornecendo às famílias de baixa que tiverem seus filhos matriculados no ensino público 2 kg de leite em pó por mês.
  Na área rural, Alvaro Dias irá financiar moradia e distribuir melhor a população pelo estado, que tem a população concentrada na Região Metropolitana. Serão realizados investimentos no Estado para desafogar a Região Metropolitana, que cresce, desorganizadamente, 4% ao ano, e também gerar emprego. O governo de Alvaro Dias vai gerar 80 mil empregos só com seu programa habitacional. No governo anterior de Alvaro, a construção civil respondia por 25% dos empregos no Estado.

Segurança pública

A redução dos índices de criminalidade será um das grandes preocupações de Alvaro Dias. Por isso, Alvaro vai dobrar os investimentos em segurança pública para combater a violência. Alvaro vai aumentar em 25% o efetivo da PM e duplicar o número de policiais civis, além de integrar o trabalho destas polícias com a polícia federal e o Ministério Público. O governo vai investir na construção, reforma e ampliação de delegacias, quartéis e penitenciárias Além disso, será desenvolvido um plano de cargos e salários para os policiais. Os bons policiais serão premiados e os maus serão punidos. Segundo Alvaro, a postura da polícia deve ser rigorosa em relação aos marginais. O governo Alvaro vai implantar o ‘‘estado de segurança pública com tolerância zero’’, engajando no mesmo esforço o ministério público, os poderes legislativos e judiciário.

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