O ministro das Comunicações Pimenta da Veiga afirmou ontem, no Rio, que o PMDB ‘‘precisa compreender que não pode andar em dois carrinhos’’. ‘‘Ele (o partido) não pode estar no governo e, ao mesmo tempo, usar o discurso fácil da oposição. Isso não; é preciso que se defina’’, comentou.
Com relação ao comentário de FHC, de que a legenda precisa tomar o caminho da roça, Veiga disse que houve um mal-entendido. ‘‘Caminho da roça é uma expressão usada em muitas partes do Brasil, que indica o caminho de volta para casa, e é neste sentido que o presidente se referiu’’, disse.
Veiga esteve presente à solenidade de posse do Conselho Juscelino Kubitschek, ontem à tarde, no Palácio Gustavo Capanema. O conselho, que é composto por intelectuais, políticos e pessoas que foram ligadas a JK, organizará as comemorações pelo centenário do ex-presidente.
Veiga não quis falar sobre uma possível candidatura dele a presidente em 2002 e se definiu como um ‘‘analista do processo’’. ‘‘Mais adiante, vamos ver o que a gente faz.’’ Ele acredita que haverá um candidato comum escolhido pelo PSDB e os parceiros da sigla.
‘‘Estamos conversando com o PFL, com o PPB e esperamos prosseguir o diálogo com outros partidos’’, ressaltou. Para ele, a coligação que surgirá resultará na eleição de vários governadores. ‘‘Vamos ter uma coligação importante, que nos dará a seguraça de elegermos vários governadores de bancadas expressivas. Eu espero que, em consequência disso, seja possível também eleger o presidente.’’

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