Vedoato envolve-se em confusão e é encaminhado à delegacia
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
O vereador afastado e candidato à reeleição Flávio Vedoato (PSC) envolveu-se numa confusão com uma orientadora de trânsito da Zona Azul na tarde de ontem na Área Central de Londrina. Ele foi acompanhado por policiais militares até a 10 Subdivisão Policial, onde foi ouvido para a elaboração de um termo circunstanciado e seria liberado em seguida. A jovem alega ter sido agredida verbal e fisicamente.
De acordo com testemunhas, o vereador estava numa caminhonete Pajero, dirigida por um assessor, procurando vaga para estacionar na Alameda Manoel Ribas. Ele desceu numa loja de celulares e nesse tempo o motorista foi advertido e teria sido multado por agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). A reportagem entrou em contato com o órgão, mas não conseguiu confirmar a informação no final da tarde.
Na sequência, Vedoato teria abordado a orientadora Ana Carolina da Silva Ramos, cobrando que ela notificasse o carro da companhia, que parou nas proximidades. ''Eu expliquei para ele que a minha função é orientar o trânsito e vender o cartão da Zona Azul. Ele começou a gritar que era para eu notificar o carro da CMTU e pegou no meu braço'', relatou. Ela acrescentou que acredita que Vedoato estivesse ''bêbado por causa do jeito de agir e pelo cheiro''.
O assistente administrativo Evanderson Lúcio Correa, 27, afirmou ter visto o candidato ''chacoalhando a jovem pelo braço''. O bancário aposentado Edson Silvério, 55, estava revoltado com o que classificou como ''tratamento diferenciado'' para o vereador. ''A população é que o forçou a parar'', acrescentou o administrador Adriano Santos. Ele e o advogado Mário Barroso foram até a 10 SDP, mas não foram ouvidos pela polícia. ''Não é porque ele é vereador que ele tem que ter tratamento diferente'', revoltou-se o advogado.
Populares que se aglomeravam no local exigiam que o candidato fosse para a delegacia na viatura. Os policiais informaram que o caso não exigia tal medida e o acordo foi que um soldado fosse na caminhonete de Vedoato.
Antes de seguir para a delegacia, Vedoato disse que cobrou que a orientadora notificasse o carro da CMTU e que teria apenas ''segurado o braço da jovem''. ''Sou um cidadão que paga impostos. Porque eles (agentes da CMTU) têm que ter mordomia?'', questionou. O vereador negou ainda que tivesse consumido bebida alcóolica. ''Não agredi ninguém. De forma alguma. E é lógico que não bebi, só estou nervoso com esta situação toda'', declarou.
O assistente administrativo da Epesmel, responsável pela Zona Azul, Wellington Marcatti, disse que vai estudar quais medidas a entidade vai tomar sobre o caso.


