Brasília O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, comentou que pessoas ou grupos estariam interessados em difundir a idéia de espionagem dentro do Palácio do Planalto. ''Às vezes a pessoa cria uma teoria e coloca esses fatos para justificar a teoria'', disse o general, em referência à matéria publicada na semana passada pela revista Veja e que provocou a abertura de uma sindicância na GSI e na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). ''A sindicância vai analisar se há um envolvimento de pessoas e parece que há na tentativa de difundir essa idéia.''
O general disse que a investigação, em estágio preliminar, pretende associar o vazamento de informações por pessoas de dentro da GSI e da Abin com ''aquilo que é o teor da reportagem'', ou seja, se o vazamento corresponde mesmo a um trabalho de espionagem. ''Vazamento sempre há, sempre houve e sempre haverá'', disse. ''Temos que verificar se realmente essas coisas estão acontecendo, se existe mesmo algum espião e se pode efetivamente ser chamado de espião ou se é um vazamento normal.''
A reportagem supõe que um funcionário do Planalto estaria trabalhando para a Abin contra o ministro José Dirceu (Casa Civil) e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT). O ''espião'' estaria passando informações a adversários de Dirceu e de Marta, candidata à reeleição.

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