O presidente da Amunpar e prefeito de Monte Castelo, Hélio Vasconcellos, voltou a dizer ontem que a decisão dos deputados federais em aprovar a prorrogação do FEF resultará em retaliações políticas nas eleições do ano que vem. ‘‘Se os deputados não voltarem atrás nas discussões em segundo turno, tomaremos uma atitude’’, promete o prefeito, que aparentemente saiu satisfeito com as ponderações do governo estadual.
‘‘Já tem deputado considerado ‘persona non grata’ nos municípios do interior’’, lembrou o prefeito, emendando que o presidente Fernando Henrique Cardoso ‘‘também precisará de votos para se reeleger’’. ‘‘Eles estão criando a própria distância das bases’’, atacou.
Vasconcellos, no entanto, não descarta a possibilidade de uma composição com a bancada federal. ‘‘Se o FEF for mantido, podemos até discutir uma fórmula de compensação financeira para as cidades prejudicadas’’, cogitou o prefeito, dando conta da insolvência financeira dos municípios.
‘‘Só em precatórios trabalhistas tem prefeito quase entregando a prefeitura’’, exemplificou. O presidente da Amunpar confirmou que as prefeituras que estão em protesto desde a semana passada voltam a abrir suas portas no dia 27 deste mês. ‘‘Faremos uma grande assembléia para decidirmos qual será a nossa linha de ação junto aos deputados’’, disse. (L.D)

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