Varredura contra nepotismo já gerou 27 demissões no TJ
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sexta-feira, 02 de agosto de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Foram exonerados ontem 27 comissionados do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, que o presidente do TJ, Clayton Camargo, relacionou com casos de nepotismo ao assinar o decreto número 1.496, publicado ontem no Diário da Justiça. A notícia vem a público apenas um dia após o TJ divulgar oficialmente que faz uma varredura nos funcionários da instituição, por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atrás de casos de nepotismo. O autor do pedido de providências é o próprio Francisco Falcão, corregedor nacional de Justiça, que não comenta o caso pois ele tramita em sigilo no Conselho.
Falcão encabeçou uma correição no TJ em abril e a exoneração desses comissionados é o primeiro resultado público da visita, feita regularmente pelo CNJ para fiscalizar a atuação da Justiça nos Estados. FOLHA procurou o TJ durante o dia de ontem, para que o órgão desse detalhes do caso ou contestasse o decreto, mas nenhuma informação adicional além do texto oficial foi obtida.
Apesar disso, a reportagem apurou que a maioria das 27 pessoas não foram exoneradas por serem parentes de juízes ou desembargadores, mas por terem vínculo com outros servidores dentro do TJ. A lei proíbe que órgãos públicos admitam membros de uma mesma família sem concurso público, ou parentes de efetivos com cargos de chefia na condição de comissionados.
A reportagem pediu ao TJ o detalhamento dos casos, uma vez que os 27 já nomes foram tornados públicos e mostram irregularidades em todas as regiões do Paraná, incluindo em Ibiporã, numa vara criminal. O pedido de varredura e as exonerações foram publicadas em dias diferentes, mas ambas foram assinadas por Clayton Camargo na mesma data, 30 de julho. O prazo para providências dado pelo CNJ termina no dia 6 de agosto.


