São Paulo - O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e os ex-deputados federais André Vargas (sem partido-PR), Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE) foram transferidos na manhã de ontem da sede da Polícia Federal em Curitiba para o Complexo Médico Penal do Paraná, em Pinhais. Vaccari e os ex-parlamentares, presos há pouco mais de um mês na Operação Lava Jato, são réus por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos desviados de contratos com a Petrobras. O pedido de transferência foi feito a pedido da PF, que alega falta de espaço na carceragem. No domingo, a solicitação foi aceita pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal no Paraná.
O complexo para onde eles estão sendo transferidos já abriga outros cinco presos da Lava Jato, como o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o operador Fernando Soares, o Baiano. Os investigados ficarão numa ala reservada, tomarão banho frio e dividirão uma cela para três pessoas, com camas de concreto, uma pia e uma latrina. "O local vinha atendendo satisfatoriamente às condições de custódia dos presos provisórios", afirmou Moro, no despacho. "Ficarão em ala reservada, com boas condições de segurança e acomodação."
A Polícia Federal argumentou que há dificuldades de espaço para abrigar todos os presos da Lava Jato em sua carceragem.

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